Meu Perfil
BRASIL, Mulher, Arte e cultura, Livros, e música. Messenger: morgana_lins@hotmail.com



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Café de Letra
 Café a granel
 Café selvagem
 Cafeteria
 Café pequeno
 Café preto
 Café coado
 Amargo
 Dedo de moça
 Café Medievas
 Café em silêncio
 Café da louca do 101


 
 
.:Café Canela:.


.
meio tom abaixo do silêncio.

um sussuro em teus cabelos.

teu corpo:
garras fincadas no cio
dos meus olhos.

pleno.

anis embebida
na verde essência
de tua maturidade.

uma jarra de licor?
um baque?
uma língua no pescoço?

que tremor
violaria
teu lacre?

uma eternidade?
um grito de horror?
um saque?

.
Poeminha de amor bombástico ::: Johnny Martins



Escrito por Mor às 20h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Paciência

Porque às vezes nos sentimos cansados, fadados a nos render a rotina que mata. Hoje me peguei assim, cansada do trabalho, de saco cheio daquele ônibus, daquela mesma horinha de sempre... hunf, hunf.

Tem hora que nos falta paciência também com pessoas. Ah, pessoas, são difíceis de lidar... principalmente quando estamos nesses dias, impacientes, embora sejam adoráveis.

Adoro gente, gente na rua, gente no ônibus, gente-carona, gente-supermercado, gente-amiga-de-gente-da-gente, gente com um quê de diferente, um sem fim de gente. É engraçado como você pode gostar tanto de pessoas e ao mesmo tempo cansar delas. Isso me lembra uma certa entrevista que li de Ortinho, ele dizia ser um hipocondríaco de pessoas. Achei estranha a colocação, mas logo depois vi um sentido nisso. Por gostar tanto delas, precisamos renová-las. Abastecer o estoque. Não se trata de procurar em guetos, a turma tal, que sai com tal, que freqüenta tal, isso nunca rola comigo. Gosto de gente. Independente de guetos.

Hoje vou tentar ser mais paciente com a moça insossa do posto, com meu chefinho que liga no meio da tarde com uma novidade qualquer, com a coordenação que sempre vem no final do expediente das quartas, com as oscilações dos colegas de trabalho... hahaha,  com o cachorro, com o vizinho,  e não tenho porquê reclamar! Vou levantar as mãos pro céu a agradecer por todos eles.  Porque relações humanas vão tão além do que a gente imagina ou possa prever. E ainda bem que é assim!

Quanto ao resto,

passo firme, olhar pra frente e seguir. Coragem pra mudar.

♪ “E não há, o que lamentar, quando chega o fim do dia...” ♪

Salve, salve Arnaldo Antunes!



Escrito por Mor às 19h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Apaixonar-se...

 

Sentou-se do lado direito, como o faz sempre. Olhou pela janela do ônibus e viu um dia cinza, “não haveria promessa...”, pensou.

Cruzaram-se numa das seções da livraria, ela procurava o livro daquela escritora paulista, bacana, estava disposta a ler as primeiras linhas ali mesmo... olharam-se, de um jeito que só os amantes se fazem compreender, e ela teve aquela sensação de calafrio n’alma. Suas mãos se tocaram um instante, arrepio.

Conversaram trivialidades, ela tinha clareado o cabelo, passou a mão por trás da orelha, de leve, e o prendeu um pouco. Sorrisos.

Ele acendeu um cigarro. Passearam em lentos passos.

Sentados, ele tamborilava coisa qualquer na mesa. Ela exalava ainda mais o perfume feminino, doce. Ele tomou um chope, ela água.

Despediram-se com um abraço eufórico e triste, e aquela incerteza no olhar. Ele ficou com o cheirinho dela. Ligaria qualquer dia, talvez...

 



Escrito por Mor às 17h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]